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Abascanto - A Sombra dos Caídos

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Seres de outra dimensão brigando pelo destino da humanidade, e um plano para salvar o mundo, destruindo-o. A idéia de escrever a história de Abascanto me surgiu em meados de 2003. Depois de um tempo de molho, foi em 2008 que eu resolvi retomar a empreitada, e o que era para ser uma fantasia medieval, se transformou em um conto de fadas moderno. Surgiram os grigori e os caídos, aegis e abascanto, e eu percebi que Érico e Aline eram, na verdade, irmãos, e ambos nephilim. Cada capítulo revisado de "Abascanto" ao lado de inestimáveis colegas, me foi um prazer a parte, destilado ao longo de várias noites. Espero que cada uma das revisões e críticas até aqui possam lhes dar um pouquinho da diversão e entretenimento que eu tive com cada página escrita.


Entrem em "Abascanto", ergam seu aegis, e empunhem a espada não forjada dos grigori.

Faça o dowload dos 2 primeiros capítulos.

Erico

Depois de cinco anos de faculdade, Érico finalmente deixou o rol dos estudantes e passou a ingressar na gloriosa categoria dos desempregados. Colocado de frente com um mar de caminhos, entra em seu vigésimo terceiro aniversário com a mente atordoada de reflexões, povoada de memórias, plenificada de incertezas.

Poderia voltar para casa, na cidade de Americana, rever o pai, os amigos da infància. Poderia dar aulas de kung-fu, depois de catorze anos treinando. Poderia arriscar um emprego em um jornal da cidade. Poderia, até, não fazer nada.

Só não poderia lidar com o que viu naquela esquina.

Aline

Aline arrumou cada peça de roupa das malas como se fossem de outra pessoa. Os decotes, as cores, o estilo, tudo lhe falava sobre uma menina que havia desaparecido assim que pisara na Europa. Não - assim que pisara na igreja em que se casara.

Por baixo daquelas cascas, uma outra roupa lhe sublinhava as memórias. Seu pai, de quem nunca havia se afastado por tanto tempo. As amigas da faculdade... podia imaginar os olhares invejosos que lhe lançariam quando desfilasse com Sariel pela festa que daria. Podia imaginar... e já se sentia cansada de ter de lidar com elas.

O espelho lhe mostrava uma outra pessoa, uma mulher, jovem, bonita, milionária. Quando se pegou passando a mão no peito, sentia algo mais sólido do que tudo isso pulsando por dentro. O local em que Sariel a tocou antes de ir ao banheiro. Um suspiro queria se formar, mas antes que saísse, ergueu seus lábios em satisfação muda.

Havia encontrado seu homem, havia finalmente conquistado uma família de verdade.

Sariel

Sariel fechava os olhos e se concentrava enquanto tomava banho. Não podia se dar ao luxo de pensar na esposa. O sorriso de Aline era um bálsamo que lhe curava o que nem sabia estar doente. Cada palavra dela era uma orquestra. Tanta felicidade assim poderia matar uma pessoa, poderia fazer com que ele desaparecesse ali mesmo.

Havia mil anos que não se apaixonava por alguém. Achou que estava imune a isso. Acreditou que havia transcendido estas questões carnais. Bastava Aline abrir a boca para lhe mostrar sua prepotência. Ainda havia humanidade nele, e como era boa esta humanidade!

O telefone tocando com uma ligação da irmã o chamou de volta à realidade. Havia um plano em andamento. Havia questões a acertar. Seu casamento não mudava nada. Em algumas semanas, dias mesmo, o mundo nunca mais seria o mesmo.

Aí, sim, ele poderia descansar.

Kaliel

Por trás de toda a turbulência do momento, Kaliel ainda ouvia o coro de sons inaudíveis, a paisagem de cores invisíveis que se descortinava pelos bastidores do mundo. Se embevecia destas sensações enquanto fumava um cigarro, e prometia a si mesma, mais uma vez, que assim que a situação se resolvesse ela daria um adeus definitivo a este mundo.

Tanta dor, tanta ilusão. Só as memórias de sua casa a sustentavam em sua missão. Um dia depois do outro.

Entrou em no primeiro café que encontrou. Não precisaria avisar onde estava, porque quem a iria encontrar poderia sentir sua presença de bem longe. Um expresso lhe foi servido sem que ela pedisse, e só o pagou para manter a imagem que fazia de sua própria consciência.

Ninguém a via, e nada lhe era oculto. Onde quer que olhasse, porém, encontrava apenas sofrimento. Apenas a missão lhe sustentava... sim... a missão, e seu sobrinho que tanto precisava dela.

Daqshael

Um suspiro era só o que Daqshael conseguia soltar. Depois de três horas de exercícios, não tinha ânimo nem paciência para aguentar a pranóia de Gadriel.

- Isso é um erro, Gad. Nós precisamos de Kaliel, precisamos de um ataque combinado.

Um riso entrecortado foi sua resposta.

- Você não me ouviu, Daq? Nós temos prova! Nós temos tudo o que precisamos! Vamos pegar o cara agora!

Daqshael pendurou a espada na parede enquanto respondia.

- Isso não é o suficiente, Gadriel. Ele apagou a mente de uma pessoa, tudo bem. Nós sabemos que ele está metido em coisa grande. Se o mandarmos embora agora, podemos precipitar um desastre maior ainda. Temos que esperar. Temos que pensar direito!

Daqshael deveria ter pressentido o comentário pelo vermelho que se formou na aura de Gadriel.

- Você está querendo poupá-lo por causa de Aline, não é?

Uma única frase, e esvaziou a paciência de Daqshael.

- Pense o que quiser, Gadriel. Se você enfrentá-lo agora, você o fará a sós.

Gadriel bateu a porta ao sair. Daqshael levou a mão à testa.

"Má idéia... Ele vai enfrentá-lo... Ele vai perder... E aí eu não vou ter opção a não ser confrontá-lo eu mesmo..."

Belial

Belial ouvia a explicação com rosto atento. Radicais livres, anéis benzenicos, fórmulas orgânicas além da sua compreensão dançavam pelo quadro branco. Porém, era ao apresentador que ela dedicava seu tempo. Ao redor daqueles ralos cabelos brancos, Belial contemplava uma miríade de imagens que se formavam e se destruíam, um vórtice de pensamentos enquanto o homem elaborava sua explicação.

Um vórtice... Reclinou-se na cadeira, fez analogia com um grande furacão ao redor de cada pessoa, e sentiu-se arrebatada pela idéia.

"O Vazio! É do vazio que as pessoas recebem inspiração!"

Endireitou-se de pronto. As demais pessoas na sala voltaram-se a ela. O palestrante fez silêncio. Quando a vice-presidente fazia menção de falar, todos calavam a boca.

Seu pensamento, porém, estava em outro lugar.

"O silêncio! O silêncio é a chave! É isso! É assim que todas as grandes descobertas acontecem!"

Um sorriso lhe surgiu no canto esquerdo da boca. Todos aguardavam. Não disse nada, porém. Com sua mente, agarrou as imagens dos pensamentos que passavam pela cabeça dos presentes, assoprou-as com sua mente, transformou-as em um redemoinho mental. As pessoas na sala voltaram a atenção a si mesmas, em uma respiração, foram inundadas com novos pensamentos. Novos raciocínios!"Pelos deuses! Descobri o segredo da criatividade! Eu tenho que contar isso para Sariel!"

"Abascanto, a sombra dos caídos é um livro de Fantasia com ação, romance e mistério dosados na medida certa, escrito de uma forma fluída que proporciona uma leitura rápida e prazeirosa."

Kindle Blog Brasil

 

"A criatividade de Diogo não tem limites. Se eu pensava que seu primeiro livro era extremamente eletrizante, eu realmente PRECISAVA ler Abascanto."

Blog Amor, Mistério e Sangue

 

“alguma passagens me surpreenderam demais, e chegaram até a me deixar abalada. Érico não se assemelha jamais aos heróis tradicionais.”

Blog Prosa Encantada


“Mas será possível melhorar a raça humana sem influenciar o livre arbítrio de cada um?”

Psychobooks

 

“Para quem gosta de ação não pode deixar de ler esse livro, pois ele é recheado de lutas, suspense e claro umpouco de romance.”

Blog The World os books

 

"Eu recomendo muito esse livro, para todos, principalmente para aqueles que gostam de ação, o livro é muito perfeito, e sem esquecer da capa, que é linda, com uma arte impressionante."

Blog Livro de Letrinhas

 

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